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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Catando inspirações e informações para o Vale do Loire

Sim, antes de viajar, eu faço o dever de casa! A região do Vale do Loire é muito rica, em termos históricos. Então, além de comprar da FNAC de Portugal alguns livros sobre as personalidades que moraram por lá (tipo, a Catarina de Médicis, Diana de Poitiers, Mary Stuart, etc...), também li muitas informações valiosas na Wikipedia e em blogs de pessoas que tiveram a felicidade de conhecer essa região mágica.

Na verdade, a maioria das minhas viagens começa assim, com informações que eu eventualmente encontro aqui e ali (revistas, blogs, amigos, propagandas). Quando aquilo me desperta o interesse, eu parto para a segunda etapa, que é pesquisar mais sobre o local. Uma pesquisa superficial mesmo.

Daí, quando a vontade explode mesmo no meu coração, eu parto para a pesquisa de preços e a organização da viagem propriamente dita (melhor época de se ir, roteiro, quanto $$$ levar, quanto as coisas custam, como conciliar uma época boa que não atrapalhe meu trabalho e o do meu marido, estudar a cultura local, etc). Essa fase de preparação pode levar até um ano, acreditem ou não.
Para vocês terem uma idéia, as nossas próximas duas grandes viagens já estão sendo planejadas por nós (leste europeu e Las Vegas novamente, que estou morrendo de saudades de lá).

Durante a preparação dessa viagem, eu me encantei tanto com os castelos que irei visitar, que tive uma idéia genial! Não sei se conseguirei coloca-la em prática, mas vou tentar, pelo menos para alguns principais.
Resolvi que vou usar roupas temáticas, inspiradas nos locais que vamos visitar. Não vou vestida de princesa (lamentavelmente), mas cada traje terá uma referência relacionada a quem viveu no castelo.

Dessa forma, em Versailles, minha roupa será inspirada na Maria Antonieta, na fase em que ela gostava de fingir que era uma pastorinha, e usava um vestido branco com chapéu de palha. Resolvi usar o vestido branco de rendas que comprei para o batizado do Gabriel, com um chapéu que trouxe de Paris há alguns anos.

Para o castelo de Ussé, que inspirou o castelo da Bela Adormecida, resolvi me inspirar no principe Felipe, e usar uma legging marrom, botas curtinhas, trench coat com blusa preta por dentro, e chapéu Fedora. Na foto abaixo, os passarinhos já haviam roubado o chapéu do príncipe.



No castelo Chenonceau, onde viveu Catarina de Médicis, resolvi optar por uma blusa linda toda trabalhada com pérolas e de mangas bufantes e uma calça preta. Vejo muitas fotos dela de preto e usando pérolas.

Entenderam o espírito da coisa? Se eu fosse passear no Coliseu, colocaria sandálias gladiadoras. E talvez uma sainha plissada prateada (ainda bem que não vou para a Itália, essa roupa não é confortável).

Aqui estão alguns sites que podem ajudar a te inspirar a ir ao Vale do Loire, ou até mesmo auxiliar nos preparativos da viagem que você já decidiu realizar:

http://www.viajarpelomundo.com/2009/04/poesia-do-vale-do-loire.html


Passeio de balão no Vale do Loire


Quando decidimos fazer o passeio de balão no Vale do Loire, eu estava tendo idéias românticas a respeito. Achava que a decolagem e o pouso eram simples, lentos e que não envolveriam chamas e labaredas no nosso cangote. Como vocês podem ver no vídeo, passear de balão é um passatempo radical.

Eu quase desisti, mas tantas pessoas me disseram que esse seria um passeio inesquecível, algo para se lembrar a vida toda, que achei melhor não deixar passar essa oportunidade. Mesmo correndo o risco de virar churrasquinho.



Se vocês estiverem pensando em se aventurar, recomendo uma roupa confortável. E considerem também fazer umas aulinhas de alongamento uns seis meses antes da empreitada. Por fim, escolham uma compania confiável (a minha foi a Aerocom, mas existem várias), e tentem descobrir se já morreu alguém voando com eles (eles vão desconversar, claro, mas os recepcionistas dos hotéis costumam ter a língua solta).

Preparem-se para pagar uma grana alta. Muitos euros. e saibam, que ao reservar o vôo, vocês já terão que dar o número do cartão de crédito. E se vocês desistirem, eles descontam o valor integral do passeio, nem adianta reclamar (eu queria que essa moda pegasse nos consultórios médicos).




Como vocês podem ver nesse segundo vídeo, depois que o balão decola, o vôo fica uma delícia e não dá o menor medo. Só no início é que ele voa beeeeeeeem alto, depois fica baixinho, quase que é possível tocar nas plantas. E sim, é romântico, não vou negar. Aproveitem para tirar muitas fotos, de todos os ângulos possíveis e imagináveis.



Mas na hora do pouso...socorro!!!! A cestinha do balão quase vira (e com todo aquele fogo perto da sua cabeça!). Olha, não vou nem falar como foi essa parte porque não quero que ninguém desanime, ok? Olha a chama do fogo pertinho da minha cabeça nesta foto. É um calor infernal que faz aí dentro.


O nosso baloeiro aproveitou o passeio para mostrar alguns castelos que já tínhamos visitado à pé, e a vista do céu é completamente diferente. É outra perspectiva. Ora, é como deus nos enxerga de lá de cima. Foi o que pensei na hora.


Uma outra dica para quem vai se aventurar no balão, é a escolha do horário. Geralmente os balões partem bem cedinho de manhã (tipo cinco horas da matina), ou na parte da tarde (por volta das quatro, cinco horas da tarde). Amigas e amigos, se quiserem sair bem nas fotos, recomendo escolher o turno da tarde. Vocês não vão estar com olheiras, com cara de arrasados, dá tempo de fazer uma maquiagem caprichada, e a luz fica linda!


No fim da jornada, sempre tem o brinde com champagne e todos os participsntes também recebem o diploma de vôo, tipo um batizado de vôo. Muito legal, principalmente quando o grupo se enturma durante o passeio.


O diploma diz que o cidadão participou do vôo "sem medo e com coragem" (meio redundante, não é?).
Sei...
obs final. O vídeo mais legal esta demorando horrores!!! Outra hora eu posto!

Dica de Restaurante em Amboise: Le 36

Quando vocês estiverem com uma viagem marcada para o Vale do Loire, não deixem de reservar algumas centenas de euros para jantar neste magnífico restaurante. Ele é  um dos melhores da região, e vale cada centavo gasto.
A começar pelo visual, lindo, com jeitão de conto de fadas, e fica dentro de um hotel muito charmoso, o Le Choiseul. Adorei as cortinas listradas, acho que listras deixam o ambiente alegre.


Para mim, pasmem, a parte mais complicada, foi escolher a comida do cardápio. Não porque achava tudo uma delícia, muito pelo contrário! Eu não gostava de nada!!!
Geralmente, esses restaurantes muito, muito elegantes, costumam ter um menu bastante bizarro. Quanto mais bizarro, melhor o restaurante é (verdade ou mentira?). Então, eu tinha que escolher entre comer testículos de boi, ou mousse de fígado de sei lá o quê... Enfim, eu não comia na-da.
Aqui tem o menu, se estiver curioso.
E eu procurando o bife com batata frita... Eu posso dizer que dei trabalho para o chef Guillaume Dallay (olha que cara de bonzinho ele tem). 


Como não comia nada, perguntei sobre o menu infantil. Fiz a proposta de pagar uma refeição de adulto, porém degustando a comida das criancinhas.

E... surpresaaaa!!!!
Eu não comia absolutamente nada que as crianças francesas costumam comer... pelo simples fato de que elas são acostumadas a comer comida refinada, de adulto, desde cedo.
Bom, diante disso, eu já estava me preparando para ir embora, quando me perguntaram com a maior gentileza do mundo (sem ironia), como se eu não fosse a cliente mais estranha do dia, o quê exatamente eu queria comer.
Respondi que queria uma coisa simples, tipo um ovo, um frango, uma batata frita...
"Comida de criança brasileira".
E quando eles foram preparar algo simples, mas que eu não fazia idéia do que seria, confesso que fiquei tensa.
Porque, o que quer que eles me trouxessem ia me custar 100 euros. E dá pra comprar algumas maquiagens com essa grana (tem Sephora no Vale do Loire!!!).

Graças a Deus, a comida veio SOBERBA. Juro. Foi a coisa mais simples e mais deliciosa que já comi na vida!!!!


Ele me fez um frango dourado à perfeição, com um molho delicioso. Como acompanhamento, um purê de batatas maravilhoso, que ele gratinou no forno e depois intercalou com umas rodelas de bata frita estilo Ruffles (só que mil vezes melhor). E veio muita quantidade! Nada como aqueles restaurantes franceses em que a pessoa come três garfadas e a comida acaba.

Depois desse relato, vocês podem perceber que de princesa eu não tenho nada. Mas de qualquer forma, eu saí de lá muito satisfeita, feliz da vida.
E no fim, é isso que importa, não é mesmo?

Endereço: 36, Quai Charles Guinot